Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma herança Imperial – parte 2

flores no lago

Flores aquáticas embelezam os lagos do Jardim Botânico do RJ

Uma visita ao Jardim Botânico exige a reserva de pelo menos um dia na agenda da viagem, pois a área é grande, são muitos os recantos e pontos atrativos. A revitalização de áreas é constante, no mês de junho de 2016, a Região Amazônica do Botânico do RJ foi reinaugurada, depois de muitas obras.  Quando visitamos a área, no final de maio, as obras estavam aceleradas, e dava para ver os resultados buscados. O projeto teve a parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), e envolveu todas as áreas do Jardim Botânico, paisagistas, botânicos, historiadores, equipe de manutenção e obras e de fitossanitaristas, manejo arbóreo, setores de fotografia, coleções vivas, bibliotecários e especialista em solo, além das empresas contratadas.

grandes árvores centenárias

Muitas árvores frondosas, centenárias

Com esse projeto, a Amazônia pode ser reconhecida ali, com espaços inundados, plantas aquáticas e as já imensas árvores da região. Conforme informação obtida no site do Jardim Botânico, a área da Região Amazônica do Jardim Botânico conta com árvores monumentais e leguminosas introduzidas pelo naturalista Adolpho Ducke (1876-1959) após inúmeras viagens à Amazônia (1919 a 1928). Ducke foi chefe da seção de botânica do Jardim Botânico.

estátua de ave

Estátuas em recuperação estão em pavilhão coberto

estátua em recuperação

Além do restauro da estátua do pescador, uma ilha é acessada por uma ponte até à cabana deste nativo, inclusive com acessibilidade para deficientes. A cabana também restaurada, atende aos princípios de autenticidade, técnicas e materiais construtivos originais da década de 30. No espaço, utensílios típicos ribeirinhos amazonenses poderão ser observados pelo visitante. Com intuito de integrar educação ambiental ao projeto, especialistas estão preparando material didático sobre recursos hídricos que ficarão disponíveis no interior do espaço, de modo a proporcionar ao visitante uma experiência histórica, cultural e ambiental da região.

casa do visitante do jardim botanico

Centro de Visitantes possui loja de souvenirs e café

interior da casa da pólvora

Interior restaurado da antiga Casa da Pòlvora

No Centro de Visitantes é possível conhecer a história do Jardim Botânico e na entrada – para visitar todo o complexo – a pessoa recebe o Guia no qual constam os vários recantos. A Casa Pólvora que foi construída no local incendiou, em torno de 1823, mas restaram as ruínas onde se pode ter noção de como funcionava. Uma das áreas, a Casa dos Pilões, onde a pólvora era socada, pode-se conhecer todo o processo. O local foi transformado em museu, contando como funcionava essa indústria. A água utilizada nas mós (pilões) era proveniente das nascentes de rios que estão em cima do morro, na mata atlântica, a reserva magnífica que pode ser conhecida pela via construída e que á margeia, o chamado “caminho da Floresta Atlântica”.

cactus no cactário 3

Cactário é um dos locais mais interessantes

cactus no cactário 2 cactus no cactário 1

No Jardim Botânico não tem estacionamento para veículos. Por isso, o ideal é ir de metrô, seguido de ônibus ou de táxi. O metrô leva até as integrações – tudo muito simples, sem traumas – de forma que a pessoa fica na frente da entrada. Na volta, uma pequena caminhada até a parada de ônibus em frente à Hípica, passa o ônibus integração, cuja passagem já inclui o uso do metrô.

antigo aqueduto

Antigo aqueduto distribui a água até os dias atuais

alamedas e estátuas no jardim botânico do RJ

Palmeiras, estátuas e muitas alamedas e ruas internas

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